[ SIÃO ] frenesi, 1987

organização e notas:
Al Berto, Paulo da Costa Domingos e Rui Baião
prólogo:
Alexandre Melo


TARDE

Os dias passam assim,
como direi?
— delicados.
Não há projectos de viagens,
o tratado das grandes ideologias
abandonado a um canto;
os crimes perfeitos são outonais
e esta tarde é uma estação infinita;
a cama? «oh! a cama é larga».
lá fora a árvore é verde,
o universo expande-se;
do caderno à janela, penso neles,
nos amigos.
tarde duma única visão:
ter um terraço plantado de rosas.

_inédito_


António S. Ribeiro

2 comentários:

cosal disse...

Esta antologia....que deu alguma polémica...acaba por ser um mundo de pequenas relíquias.Faço votos para que saiba tirar partido da mesma.

Cumprimentos

Miguel. disse...

Claro que sim...
e até lhe digo mais, ontem numa das minhas frequentes insónias passeava pela blogoesfera e encontrei um "post" com uma passagem retirada do mesmo livro, e claro, acabei por ler no livro o texto completo...

http://antologiadoesquecimento.blogspot.com/

:)