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«Não se percebe se está a brincar ou se está assustado. Não se percebe se sabe nadar porque o plano é muito próximo e só vemos os olhos. O homem de boina preta pára e põe-se de pé. A água dá-lhe pelos joelhos. Levanta os braços em sinal de rendição. Mas talvez o seu gesto não tenha sido percebido a tempo.»

Gonçalo M. Tavares, in "Short Movies" caminho, 2011

brevemente...


Em Canções Mexicanas, Gonçalo M. Tavares apresenta-nos uma série de fragmentos narrativos de clara nitidez. É a sua visão da actual Cidade do México, uma megalópole de 20 milhões de habitantes, com loucos que se manifestam, lutas de raparigas ainda crianças e suicidas, seres para quem o sentimento europeu de procura de felicidade é algo de incompreensível.
É uma escrita, como em todos os seus livros, avessa às tradições líricas e sentimentais da prosa portuguesa.

Gonçalo M. Tavares "canções Mexicanas" relógio d'água, 2011