A metodologia útil é um martelo.
A ciência utiliza o martelo.
A arte utiliza a ciência.
(E o amor pode inutilizar tudo.)

Gonçalo M. Tavares

3 comentários:

aglidole disse...

Olá Miguel,
Cada vez me parece mais que (magicamente) apareces qd mais preciso e com posts que parecem adivinhar os meus sentimentos do momento :) Engraçado...

Hoje foi o último dia da minha vida e também o primeiro... "inutilizei" o meu amor, sem arte, sem ciência, enfim...um pouco à martelada. Mas é a vida!

Obrigada pela dica, já vou procurar o Chuck!

cosal disse...

Caro Miguel...agradeço as suas palavras.Temos bibliotecas...ou talvez tenhamos uma única biblioteca...a minha foi feita a pensar num outro eu...e será sua...como sabe...sempre que quizer.Está cada vez maior...e das visitas ao seu blog...maior vai ficando.Agora tenho por aqui uma lacuna grave...falta-me a "biblioteca" do M.Tavares....de que gosto muito.

Cumprimentos

cosal disse...

uma prenda...

Ser contemporâneo apenas do sol,da chuva ou do teu nome,
habitar este último espaço...Conhecer o peso das aves
que percorrem a seiva,adivinhar o desejo fresco e imóvel das plantas,
o rumor do vento,o teu perfil desconhecido mas inscrito em lápides antigas,
enquanto os mortos atravessam silenciosamente a terra
como um arado,e os frutos descem na tua direcção
ao olharmos o mesmo sangue pesado que os filhos recebem do nosso corpo,
escutar o teu nome-nu,sem sílabas,visível...

Fernando Guimarães
Os habitantes do amor
1959
in As Palavras da Tribo
Edição especial 1985