em primeira mão...

Tudo se passa durante um mês de verão numa praia do Mediterrâneo. Há uma mansão arruinada, uma bonita patinadora em decadência, e a paixão de um autarca de província. É há um crime, nas diferentes versões de três narradores que se vão completando e corrigindo. Remo Móran, Gaspar Heredia e Enric Rosquelles estão ligados a esse acontecimento central e, sem o saberem, podiam tê-lo impedido.
Pista de Gelo – que se constrói sobre as linhas características do projeto narrativo de Roberto Bolaño – é um espaço de reflexão sobre a corruptibilidade dos políticos, sobre a ação perturbadora do amor nas pessoas, sobre o desenraizamento, a amizade e a dissolução dos sonhos. E mostra-nos, sobretudo, que nada é o que aparenta ser, nada é bem o que nos contam; e que, mesmo na ausência de sentido, a vida prossegue.

Roberto Bolaño "A pista de gelo" quetzal, 2012

dia 9 de Março nas Livrarias

3 comentários:

Leitor disse...

Se a Quetzal editasse Noturno do Chile ou Putas Assassinas (contos), era excelente!

miguel. disse...

E irá editar certamente... entretanto ainda se arranja no mercado "nocturno chileno", saiu pela já extinta Gótica.

abraço

benjamim machado disse...

e não queres tentar arranjar para a malta?

abraço