JIM JARMUSCH


... em Abril na Cinemateca Portuguesa...

6 comentários:

menina limão disse...

(é por estas e por todas as outras que...ai. e nós, os que não vivemos em lisboa? já com o fassbinder a mesma história!)

marta disse...

Eu não sei se coimbra é especial, mas em termos de ciclos de cinema é muito rica. Vi no Tagv ciclos de fassbinder, os mike leigh's, os cronenberg's, as festas do cinema francês, beckett para cinema, extensões do indie lisboa e das curtas de vila do conde, godard's, césar monteiro's... sei lá, tanta coisa - do mais pseudo básico ao mais hermético. até o verão de kikugiro sem legendas ( o que é muito útil ... claro está que não vi tudo :S). Acho que acaba por ser um bom exemplo de que é possível descentralizar e democratizar a cultura. Sei que em Évora as coisas também não funcionam mal... é preciso é que comecem a funcionar melhor em todo o lado.

marta disse...

é mais kikujiro e menos kikugiro :)

lebredoarrozal disse...

coimbra tem fases, algumas muito boas, outras mesmo muito más, tipo deserto sem fim.

mas daqui a umas semanas há um oasis músical maravilho, o festival de blues:)

menina limão disse...

estou alheada do que se passa em Coimbra quanto a cinema, mas no caso de Aveiro, por exemplo, existe uma excelente oferta cinematográfica: todas as semanas as pessoas têm no mínimo dois filmes de qualidade que podem ver: aquele que é exibido pelo Cineclube no Cinema Oita durante a semana (e que tanto é um filme recente como um antigo)e aquele ou aqueles que são exibidos gratuitamente no Mercado Negro (ciclos de cinema incessantes, todas as quartas um filme).
isto significa que até estamos bem servidos, o panorama é bem melhor que o do Porto, por exemplo.
mas ainda assim, não podemos comparar com Lisboa - só a programação da Cinemateca bate qualquer outra, nem que seja pelo número de sessões. e eu referia-me especificamente às coisas que são lá exibidas e que nunca saiem de lá. este ciclo do Jarmusch pode ser um desses casos, como foi o do Fassbinder que eu teria adorado ver. e eu até tive sorte, passei um tarde inteira num auditório a ver filmes dele, por 1 euro. mas isso...foi em Barcelona.
até se deu o caso ridículo de este ano o Y, extinto suplemento do Público, ter eleito para um dos 10 melhores filmes de 2006 um filme que passou no Indie Lisboa e que só as pessoas que foram a esse festival (ou seja, que estavam em Lisboa) é que puderam ver. caso para dizer: Público, obrigadão, assim...também eu. (impossivel concordar ou não com a escolha, pois se eu não fui uma das provilegiadas a vê-lo!)

marta disse...

Pois é. O ano passado o festival internacional de blues foi muito bom. Este ano o cartaz também promete! Parece que há também um ciclo , o "senses" e que a ursula rucker vai à lusa atenas! Vamos lá ver se vai dar para queimar quilómetros...
Mas acreditem que, no plano cultural nada pode ser pior que o Algarve ... isso vos garanto, Depois de tanto tempo é muito triste voltar aqui e perceber não se passa rigorosamente nada. Seca-nos a alma... e lá temos que ir de charola para Lisboa se queremos ver qualquer coisa que nos alimente o espírito...