ISABEL RUTH


ISABEL RUTH, bailarina, actriz, nasceu em Tomar, a 6 de Abril de 1940. Formada na Royal Ballet School de Londres, foi bailarina do Ballet de Lisboa e do Grupo Experimental de Ballet.
Estreou-se no cinema com um dos mais míticos filmes do cinema Português, "Os Verdes Anos", de Paulo Rocha (1963). Filmaria depois com os realizadores, António Macedo ( "Domingo à tarde" 1966 ), João Botelho ( "Conversa acabada" 1982 ), Manoel de Oliveira ( "O principio da incerteza" 2002 ), Fernando Lopes ( "O Delfim" 2002 ), José Álvaro Morais ("Peixe Lua" 2000), Teresa Villaverde ( "A Idade Maior" 1991, "Três Irmãos" 1994, "Os Mutantes" 1998 ) entre outros. Pier Paolo Pasolini convidou-a para participar no "Édipo Rei", em 1967.
No teatro, estreou-se na Casa da Comédia com "O Marinheiro", de Fernado Pessoa, encenado por Fernando Amado. Em 1994 compôs a musica para o filme, "A Caixa" de Manoel de Oliveira e em 1997 recebeu o Globo de ouro pelo filme "Ossos" de Pedro Costa.
Em 2006 chega a sua "Fotopoesia", um livro que reúne os seus poemas e algumas das suas fotografias. A invocação nostálgica de um tempo perfeito.

VERBO SER

Sou a 1ª pessoa
do meu verbo
a que vê
a que sente e reconhece
a que necessita do todo
para se ver
e nos outros
se vê a si somente
dou parte de fraca
tenho medo e recuo
o medo de existir
é tão feroz às vezes
que apelo a todo o meu sentir
o medo de ser
é tão atroz às vezes
que é preciso toda a voz
para se ouvir

tudo é tão veloz
breve passeio a sós
nesta centelha de existir.


Isabel Ruth in " Fotopoesia " Guerra & Paz

3 comentários:

marta disse...

acho esta senhora uma das mulheres mais bonitas que este pais já teve.

cosal disse...

Gostava de poder dizer a mesma coisa...mas infelizmente nunca fomos apresentados.Agora uma nota perturbante...vou comprar o livro...é que nunca li nada dela.Portugal mantem...como é sabido...um número razoável de analfabetos.

Cumprimentos

Danies disse...

É sem dúvida um livro surpreendente. Quer pelas imagens quer pelas palavras.
Aproveito para dizer ao "Cosal" que há um outro livro publicado, salvo erro pela Cinemateca, que é uma colossal entrevista feita a ISabel Ruth e que vale também muito a pena ler.
E Portugal não tem assim tantos analfabetos... Iletrados talvez... especialmente politicos.
Eu nunca me sinto analfabeto por não conhecer uma obra ou um autor. A vida e´longa e temos muito tempo para ler e conhecer o que queremos. Mas nunca podemos ter a ambição de conhecer e de ler tudo...
Abraços
Daniel