Que fazes por aqui, ó gato?
Que ambiguidade vens explorar?
Senhor de ti, avanças, cauto,
meio agastado e sempre a disfarçar
o que afinal não tens e eu te empresto,
ó gato, pesadelo lento e lesto,
fofo no pêlo, frio no olhar!

De que obscura força és a morada?
Qual o crime de que foste testemunha?
Que deus te deu a repentina unha
que rubrica esta mão, aquela cara?
Gato, cúmplice de um medo
ainda sem palavras, sem enredos,
quem somos nós, teus donos ou teus servos?

Alexandre O'Neill

fotografia de Francisca Moreira [ atum ]

3 comentários:

Luísa Freire disse...

hum, o Alexandre gostava de Atum!
Viva o Alexandre! Viva o Atum!

franksy! disse...

Viva o Atum!
Viva o grande Alexandre!
Poeta do dia-a-dia que tem sempre uma palavra para me acompanhar!

Parabéns, miguel.!

Miguel. disse...

Obrigado Francisca !!
Viva o teu Atum !!
Viva o nosso Alexandre O'Grande !!

:)