A possibilidade de uma ilha


MICHEL HOUELLEBECQ é o enfant terrible da literatura francesa actual. Odiado por uns e amado por outros, os seus livros abordam sempre temas na "moda" e são altamente polémicos, porque ele tem sempre um ponto de vista iconoclasta sobre os problemas. Tem outros livros traduzidos em Portugal, ("As particulas elementares" Temas e Debates, "Plataforma" Bertrand), e é um dos romancistas franceses contemporâneos mais traduzidos no mundo.
A possibilidade de uma ilha é a história de Daniel, um cómico famoso, conhecido pelos seus monólogos cáusticos em que a provocação se mistura com uma visão fria e cruel da existência. O protagonista narra os últimos anos da sua vida, as suas relações sexuais e amorosas com Isabelle e com Esther, e o seu contacto com uma seita cujos membros asseguram que o ser humano alcançará a imortalidade. Temas filosóficos, sociais, politicos e cientifícos, clonagem e sexo, juventude e velhice, vilolência e desejo, são aqui abordados. Toda a força do pensamento de Houellebecq se revela nos relatos de Daniel1, Daniel24 e Daniel25 que, separadas por dois mil anos, se cruzam numa trama onde as ideias põem o dedo na ferida.

O romance A possibilidade de uma ilha foi um dos finalistas do prémio Goncourt 2005 e o vencedor do Prix Interallié 2005.

Michel Houellebecq "A possibilidade de uma ilha" Dom Quixote

1 comentário:

Galeria Colectiva disse...

esta "possibilidade de uma ilha" é deveras incómoda, serão todas?
:-)