
Julio Ramón Ribeyro "Prosas apátridas" ahab, 2011

«Balzac: dezoito anos de tumultuosa criação literária, três anos de doloroso declínio; uma imaginação que se levantou alto para os êxitos, e teve momentos menos gloriosos em alguns fracassos. Uma energia: vital e consumida naquela chama que está no incêndio de todas as paixões do mundo. O escritor Balzac, ele próprio construído como personagem de um possível e nunca escrito romance de Balzac.»
«Uma das mais célebres das seis novelas da recolha "Les Diaboliques". Escrita por volta de 1870, esta história de uma paixão adúltera começa num salão de armas e desenrola-se, de espada na mão, até ao crime. Romancista, poeta e jornalista, Barbey D'Aurevilly mostra nesta novela, mais do que em qualquer outra, o seu génio literário.»
«A minha obra favorita», anunciou em Julho de 1881 ao seu amigo William E. Henley. «É uma sonata fantástica sobre o mar e os naufrágios. [...] É a primeira e verdadeira tentativa de eu escrever uma história; uma coisa estranha, senhor, bastante minha apesar de lá ter um pouco do "Pirate" de Walter Scott; e como poderia acontecer de outro modo? Para o romanesco de tais lugares, ele dispunha daquilo que é a sua verdadeira raiz.»
«O tema da Salomé bíblica seduzia-o, como seduziu muitos nomes das artes do final do século XIX orientalista e decadentista, mas pela vontade de lhe acrescentar uma venenosa dimensão necrófila. Salomé era a beleza maldita, a luxúria e a histeria, era o animal monstruoso, de uma sobre-humanidade indiferente a tudo o que não satisfizesse a sua sensualidade de mulher.»









