
O poeta LAWRENCE FERLINGHETTI, não cessa de pôr a poesia ao serviço da vivência andarilha, como numa permanente viagem pela vida sem fim, e suas paisagens mentais em multicolor. Tomando as palavras ao vivo e submetendo-as à mutação do instante, à autenticidade da emoção. Como um visionário percorrendo todos os cantos do teatro quotidiano, surpreendendo com lanterna mágica as várias faces do enigma poético, e usando para isso "a bela língua" ritmada de sons coloridos. Aventura onde as palavras são o veículo de situações específicas. Tocando o essencial de cada coisa de cada ser.
Atento a tudo, Lawrence Ferlinghetti, deixou de ser um poeta inspirado e passou a ser um inspirador.
O seu mundo é um longo percurso inconformista feito na estrada, no Jazz e na rua , Poeta da irreverência de São Francisco, implicado contra a guerra do Vietnam e todas as guerras (de Super Tiranus) censuras e polícias do espírito.
Poeta pacífico, exuberante e activo, permanece um percursor da nova poesia revolucionária, assim como Jack Kerouac, Allen Ginsberg, entre outros.
Ferlinghetti resiste à engrenagem da América decadente, mantém-se o Homem da estrada.
A poesia Beat é um meio de libertação total do espirito, voltada para o futuro, voltada para os que se procuram em oposição a tudo o que está acabado, fixo, estático, estabelecido.
Neste horizonte onde Lawrence Ferlinghetti continua vigilante, mostra-nos a cor da liberdade, o odor da revolta, a multiplicação de outros possíveis, onde o homem, a vida, a poesia, não são outra coisa senão uma invenção colectiva em perpétua mutação, em perpétua busca do sentido convulsivo.
Lawrence Ferlinghetti é a prolongação de Rimbaud, Artaud e todos os que souberam arriscar-se para arrancar a máscara à REALIDADE.
" SOU UMA LÁGRIMA DO SOL, SOU O HOMEM DOS POEMAS DESPENTEADOS, SOU UMA COLINA DE POESIA "
Lawrence Ferlinghetti
















































