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«Acrescenta-se às páginas de O Festim da Aranha para formar uma biologia de histórias encontradas — encontradas na extensão «beltenebra» de muitos anos de leituras.
O assassínio nas suas variações: exercício da morte decidida sempre pela reflexão ou pelo ímpeto não dominado, mas a escolher o Indivíduo; levado a tema (como o amor, a guerra ou a traição).
O assassino: indiferente às morais que justificam o castigo, ou a admitir-se vítima dos olhares vendados da Injustiça e da Fatalidade; a percorrer a história com as insolências do executor impune.
A morte: programada, desejada e em muitos exemplos belamente imaginada — do Outro.»

AAVV "Este é o tempo dos assassinos" assírio & alvim, 2010
org. e trad. Aníbal Fernandes

leitura obrigatória...


«Esta sucessão de histórias que escolhem uma realidade áspera para melhor a retratarem na sua verdade essencial (Oscar Wilde poderia dizê-lo), tecidas ao contrário da sensualidade contemplativa e disciplinada que satisfaz o prazer estético (Roger Caillois poderia fazê-lo lembrar), corre riscos de leitura em deslizamento por emoções epidérmicas e pelos mais fáceis sorrisos do humor negro. Executa uma dança: entre o jogo intelectual e a realidade sangrenta; faz um lado-a-lado de realidades reflectidas por um espectro cruel; remete ao ser humano que se não verga sob os limites da sua moral e da sua ordem. «A crueldade tem coração humano», escreveu William Blake no primeiro verso de «A Divine Image». E por vezes a literatura assume-a - aqui, uma reverência a De Quincey - como bela-arte.»

A presente obra reune 22 contos de vários autores (Balzac, Maupassant, Ionesco, Buzatti, Tennessee Williams, Saki [H. H. Munro], Ambrose Bierce, Léon Bloy, Donald E. Westlake, Stanley Ellin, Hanns Heinz Ewers, Aldous Huxley, Gaston Leroux, Medeiros e Albuquerque, Roland Topor, Octave Mirbeau, Monteiro Lobato e Marcel Schwob) seleccionados e traduzidos por Anibal Fernandes.


O festim da aranha, assírio & alvim, 2008