brevemente...


Nikolai Gógol "O casamento, fragmentos e cenas" assírio & alvim, 2010
trad. Nina Guerra e Filipe Guerra

3 de Setembro nas livarias...



«Destruir o pai. Parece impossível para Jean Calmet, professor de Latim em Lausanne, na Suíça. Depois de assistir à cremação do pai, os fantasmas e as humilhações do passado voltam para o tiranizar. Neste livro, que ganhou o Prémio Goncourt em 1973, Jacques Chessex desenrola o fio de uma vida devorada por um ogre estrondoso que roubou o prazer da vida aos filhos e lhes fez pagar a sua cobardia. Um pai nunca morre...»

Jacques Chessex "O Ogre" sextante, 2010

O GATO

Na minha casa desejo ter
Uma mulher que imponha a sua razão
Um gato passeando por entre os livros
E porque sem eles não posso viver
Amigos seja qual for a estação

Guillaume Appolinaire, in "Assinar a pele" assírio & alvim, 2001

uma boa notícia...


George Perec "L’Art et la Manière d’Aborder Votre Chef de Service Pour Lui Demander Une Augmentation"

em Outubro na presença

via http://www.bibliotecariodebabel.com/

COISAS QUE NUNCA – 1

Há coisas que nunca
tivemos em crianças e perdem
o valor para sempre. Aquele sempre
dos primeiros dez anos, onde o tempo,
as pessoas, as coisas
parecem enormes e indestrutíveis.

Disfarçar-se de relâmpago
ou de outras coisas impossíveis, comer
todos os chocolates, ter uma bicicleta igual
à do estúpido do vizinho, fazer
as coisas que os adultos escondem
atrás da porta dos quartos, retribuir
a bofetada aos nossos
legítimos superiores, querer
morder com justa causa
tanta gente no mundo e
só poder no escuro
morder uma almofada.


Inês Lourenço, in “Coisas que nunca” & etc, 2010

musicas de verão #2

musicas de verão #1


Au Revoir Simone [ Night Light ] moshi moshi, 2010