És como a flor dos agonizantes

que é invisível mas seu aroma entra

na sombra nasal e é a delícia,

tudo na vida, durante algum tempo.


Antonio Gamoneda, in "livro do frio" assírio & alvim, 1999

imagem de Greg Spalenka

3 comentários:

  1. Anónimo4:12 p.m.

    tradução 'oficial' do poema que serve de mote ao meu jardim d'inverno.
    continua belíssimo - e devasta)dor(.
    gi.

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  2. tem piada... ainda não tinha reparado, mas agora já li e também gostei da versão que está no seu blog.
    devo confessar que tenho "devorado" a obra do Gamoneda e acho-a completamente devastadora...

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  3. conheci este poema na tradução 'oficial' da assírio & alvim.
    mas o poema que guardo em mim - e que há anos esperava para ser mote de um blog, ainda esta palavra estava por inventar - é aquele que transcrevo(?).
    a memória tem destas coisas. ou então eis a prova viva e vívida de que cada leitor guarda a sua 'versão', feita também da sua carne e do seu espírito.
    (gosto bastante de 'ardem as perdas', que descobri há poucos meses).
    obrigado, miguel.
    gi.

    (esta semana almocei duas mesas ao lado do manuel de freitas. e ainda dizem que a poesia não nos entra no quotidiano.. - passe a 'boutade').

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